Aqui eu mostro um pouco das coisas que me movem: seja na minha vida profissional ou pessoal! Coisas que gosto, acredito e que divertem!!!!
Hoje é...
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terça-feira, 19 de março de 2013
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Escola Chapéu do Sol recebe Tinga
A manhã de sexta-feira, 25/11/11, foi especial para quase 400 jovens e crianças da Escola Municipal de Ensino Fundamental Chapéu do Sol, na Zona Sul da Capital. O jogador do Sport Club Internacional, Paulo César Tinga, conversou com os alunos por cerca de uma hora.
O atleta contou sobre sua infância no bairro Restinga e da iniciação no futebol, aos 14 anos na escolinha do Grêmio. Destacou a importância da educação, na formação do indivíduo, salientando que é importante os estudantes não esquecerem seus sonhos. “Muito dos amigos que eu tinha na escola não estão aqui ou estão presos, e eu gostaria que vocês não passassem por isso também”, orientou.
Alguns estudantes foram selecionados para fazerem perguntas ao colorado. Ao ser questionado se, em algum momento pensou em desistir, Tinga contou-lhes que durante a época na qual morou no Estádio Olímpico sua família enfrentou dificuldades financeiras e, muitas vezes, passou por sua cabeça abandonar o esporte, para trabalhar e ajudar os parentes. O incentivo de sua mãe, no entanto, o fez prosseguir.
Mais tarde, o meio-campista comentou sobre as discriminações vividas no início da carreira. “Acredito que o maior preconceito é o social, você tem algo, então você é alguém. Hoje, a condição de jogador não permite preconceito de cor”, salientou.
Para a vice-diretora da Chapéu do Sol, Edianie Bardoni, a presença do atleta foi bastante significativa para os alunos, mostrando que é possível crescer sem precisar ir para outros caminhos. “Como o Tinga viveu em um ambiente próximo à realidade de nossos jovens, fica o exemplo de superação. Pretendemos trabalhar com este momento vivido hoje dentro da sala de aula”. Além disso, finalizou: “não queremos que a escola fique associada às coisas negativas que acontecem na região. É possível fazer diferente pela educação”.
O encontro fez parte do encerramento das atividades da Semana da Consciência Negra, promovida nos últimos dias na instituição pelo Grupo Cultural Baobá. A ação, intitulada “Um Ídolo na Escola”, teve por objetivo mostrar aos estudantes que o esporte pode ser uma possibilidade de crescimento em suas vidas.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
terça-feira, 16 de novembro de 2010
20 de Novembro- dia da Consciência Negra, graças ao poeta rosariense OLIVEIRA SILVEIRA

Um dos criadores do Grupo Palmares, de Porto Alegre. Estudou a data e sugeriu a evocação do 20 de Novembro, lançada e implantada no Brasil pelo Grupo Palmares a contar de 1971, tornando-se Dia Nacional da Consciência Negra em 1978, denominação proposta pelo Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, MNUCDR.Como escritor, publicou até 2005 dez títulos individuais de poesia – Pêlo escuro, Roteiro dos tantãs, Poema sobre Palmares, entre outros – e participou de antologias e coletâneas no país e no exterior: Cadernos negros, do grupo Quilombhoje, e A razão da chama, de Oswaldo de Camargo, em São Paulo-SP; Quilombo de Palavras, organização de Jônatas Conceição e Lindinalva Barbosa, em Salvador, na Bahia; Schwarze poesie/Poesia negra e Schwarze prosa/Prosa negra, organizadas por Moema Parente Augel e editadas na Alemanha por Édition diá em 1988 e 1993, com tradução de Johannes Augel; ou revista Callaloo volume 18, número 4, 1995, e volume 20, número 1 (estudo de Steven F. White), 1997, Virgínia, Estados Unidos.Oliveira Silveira faleceu em 1º de janeiro de 2009 em Porto Alegre.
Alguns poemas:
MÃO-DE-PILÃO
Água no oco,
palha, grão.
Soca, soca,
Mão-de-pilão.
Longe que é, longe que fica
e a mão-de-pilão esmurrando a cangica.
Longe que é, longe que fica
e a mão-de-pilão tocando cuíca.
Água no oco,
palha, grão.
Soca, soca,
mão-de-pilão.
Socando, socando aos sol da manhã,
o eco na serra parece tantã.
Bate, bate... pra quê bate tanto?
Longe tão longe que não adianta.
Água no oco,
palha, grão.
Soca, soca,
mão-de-pilão.
O MURO
eu bato contra o muro
duro
esfolo minhas mãos no muro
tento longe o salto e pulo
dou nas paredes do muro
duro
não desisto de forçá-lo
hei de encontrar um furo
por onde ultrapassá-lo
TRANSMISSÃO
Querem que a gente saiba
que eles foram senhores
e nós fomos escravos.
Por isso te repito:
eles foram senhores
e nós fomos escravos.
Eu disse fomos.
NEGRINHO
Um naco de fumo escuro
negrinho
da tua cor, no monturo.
Um toco de pito aceso
negrinho
cor de teu sangue indefeso.
Muito estancieiro safado
negrinho
formigueiro à beira-estrada.
Contra as manhas dessa malta
negrinho
se vai de cabeça alta.
E peço: clareia o rumo
negrinho
de teus irmãos cor de fumo."
Obrigado, minha terra
Obrigado rios de São Pedro
pelo peso da água em meu remo.
Feitorias do linho-cânhamo
obrigado pelos lanhos.
obrigado loiro trigo
pelo contraste comigo.
Obrigado lavoura
pelas vergas no meu couro.
Obrigado charqueada
por minhas feridas salgadas.
Te agradeço Rio Grande
ENCONTREI MINHAS ORIGENS
Encontrei minhas origens
em velhos arquivos
....... livros
encontrei
em malditos objetos
troncos e grilhetas
encontrei minhas origens
no leste
no mar em imundos tumbeiros
encontrei
em doces palavras
...... cantos
em furiosos tambores
....... ritos
encontrei minhas origens
na cor de minha pele
nos lanhos de minha alma
em mim
em minha gente escura
em meus heróis altivos
encontrei
encontrei-as enfim
me encontrei
