Hoje é...

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quarta-feira, 12 de março de 2014

Bombas de semente

O termo  foi usado pela primeira vez por Liz Christy, em 1973.
As primeiras granadas, ou bobas,  de sementes foram feitas a partir de balões cheios de sementes de tomate e fertilizantes onde eram lançadas sobre cercas em terrenos baldios em Nova York, transformando-os em verdadeiros oásis de flores.
Você também pode participar, transformando a cidade, tudo o que temos a fazer agora é lançar uma "bomba verde" em terrenos degradados de nossa cidade e, em seguida, voltar ao longo das próximas semanas para conferir o resultado.
Ingredientes:
*Argila
*Composto orgânico
*Sementes de sua escolha.
Preparo:
 Para cada 5 partes de argila, deve-se misturar uma de composto orgânico e uma de sementes. Misture os ingredientes e adicione água aos poucos até a mistura ficar homogênea. Por fim, basta apertar bem a massa que se formou, molda-la em pequenas bolinhas e deixar secar no sol por algumas horas até que a argila endureça.
Depois, é só jogar mundo afora!

3 horas de relaxamento total: paraíso na Terra!




Comece relaxando a partir da circunferência - é aí que estamos, e só podemos começar de onde estamos. Relaxe a circunferência do seu ser - relaxe o corpo, o comportamento, as atitudes. Caminhe de modo relaxado, coma de modo relaxado, ouça de modo relaxado. Diminua o ritmo de todo o processo. Não tenha pressa, não se afobe. Viva como se toda a eternidade estivesse à sua disposição - na verdade, está à sua disposição. Estamos aqui desde o princípio e continuaremos aqui até o fim; isso, se houvesse um princípio e um fim. Na realidade, não há princípio nem fim. Nós sempre estivemos aqui e aqui ficaremos para sempre. As formas vão mudando, mas não a substância; as roupagens vão mudando, mas não a alma. Tensão significa pressa, medo, dúvida. Tensão significa um esforço constante para se proteger, para ficar em segurança. Tensão significa preparar-se agora para o amanhã ou para a vida após a morte. Com medo do amanhã, você não conseguirá enfrentar a realidade; então, prepare-se. Tensão significa o passado que você não viveu, apenas contornou de alguma forma. E algo pendente, um resquício do que passou e que ainda o envolve. Lembre-se de uma coisa essencial sobre a vida: qualquer experiência que não foi vivida continuará à sua espera, insistindo: “Conclua-me! Vivencie-me! Complete-me!” Existe uma característica intrínseca em toda experiência, que é querer ser concluída. Depois disso ela evapora, mas enquanto estiver incompleta irá persistir, torturando-o e assombrando-o, atraindo a sua atenção. Ela diz: “O que você vai fazer a meu respeito? Ainda estou incompleta - conclua-me!”. Todo o seu passado espera sem conclusão, porque nada foi vivido realmente. Tudo foi contornado de algum modo, vivido parcialmente, sem entusiasmo. Não houve intensidade, não houve paixão. Você viveu como um sonâmbulo. Portanto, esse passado está pendente e o futuro causa medo. E esmagado entre o passado e o futuro está o presente, a única realidade. Você terá de relaxar começando pela circunferência. O primeiro passo é relaxar o corpo. Lembre-se, sempre que possível, de olhar o corpo, se estiver sentindo tensão em algum lugar - no pescoço, na cabeça, nas pernas. Relaxe essa parte conscientemente. Dirija a atenção para ela e convença-a, dizendo carinhosamente: “Relaxe!”. Ao se dirigir a qualquer parte do corpo, você notará que ela ouvirá e o obedecerá - trata-se do seu corpo! Com os olhos fechados, mergulhe no interior do corpo, desde o dedão do pé até a cabeça, procurando por qualquer lugar onde sinta tensão. Converse com seu corpo como se conversasse com um amigo: “Não há nada a temer. Não tenha receio. Eu estou aqui para cuidar de você - pode relaxar.” Bem lentamente, você aprenderá a lidar com seu corpo. Depois, dê mais um passo, um pouco mais profundo: diga à mente para relaxar. Se o corpo ouve, a mente também ouve, mas você não pode começar pela mente - tem de começar do início, não pode começar do meio. Muitas pessoas começam com a mente e fracassam. Tudo tem de ser feito na ordem certa. Se foi possível relaxar o corpo voluntariamente, também será possível ajudar a mente a relaxar da mesma forma. A mente é um fenômeno mais complexo. Quando você tiver confiança de que o corpo o ouve, acreditará mais em si mesmo. Agora até a mente conseguirá ouvi-lo. Levará um pouco mais de tempo com a mente, mas é possível. Quando a mente estiver relaxada, comece a relaxar o coração, o mundo dos sentimentos, das emoções - que é ainda mais complexo e sutil. Porém agora você está agindo com mais confiança. Sabe que tudo isso é possível. Se é possível com o corpo e a mente, também será com o coração. E só então, quando já tiver dado esses três passos, poderá dar o quarto. Poderá ir até o âmago do seu ser, que está além do corpo, da mente e do coração, que é o próprio centro da sua existência. E também será capaz de relaxá-lo. Esse relaxamento certamente traz uma alegria suprema, o máximo em êxtase, em aceitação. Você se sentirá pleno e jubiloso. Sua vida será como uma dança. Toda a existência está dançando, exceto o ser humano. Toda a existência está num movimento extremamente relaxado; o movimento existe, não há dúvida, mas é absolutamente relaxado. As árvores estão crescendo; os pássaros, cantando; os rios, correndo; as estrelas, se movendo; tudo está avançando de um modo bem relaxado. Sem pressa, urgência, preocupação ou desgaste. Exceto o ser humano. O homem passou a ser vítima da própria mente. Ele pode se elevar acima dos deuses e descer mais do que os animais. O homem possui um espectro enorme, é uma escada indo do mais baixo ao mais alto. Você caminha num determinado ritmo, isso se tornou habitual, automático. Agora, tente caminhar mais devagar. Buda costumava dizer aos discípulos: “Caminhem bem devagar e deem cada passo com muita consciência.” Se der cada passo com consciência, acabará andando mais devagar. Se estiver correndo, com pressa, se esquecerá disso. O corpo precisa ficar totalmente relaxado, primeiro, como uma criancinha. Depois é possível tentar atingir a mente. Avance cientificamente: primeiro o mais simples, depois o mais complexo e afinal o mais complexo ainda. Só então você conseguirá relaxar o âmago do seu ser. O relaxamento é um dos fenômenos mais complexos que existem. É muito rico, multidimensional. Todas essas coisas fazem parte dele: o desprendimento, a confiança, o amor, a aceitação, o seguir com o fluxo, a união com a existência, a ausência de ego, o êxtase. As pretensas religiões deixaram as pessoas muito tensas porque inspiraram culpa. Todo o meu empenho é em ajudá-lo a se livrar da culpa e do medo. Não existe inferno nem céu. Portanto, não tenha medo do inferno e não cobice o céu. Tudo o que existe é este momento. Você pode fazer deste momento um inferno ou um céu - isso é certamente possível -, mas não existe céu nem inferno em outro lugar. Inferno é quando você está todo tenso e céu é quando está relaxado. O relaxamento total é o paraíso.
Osho, em "Corpo e Mente em Equilíbrio". 
retirado de: http://www.palavrasdeosho.com/2014/01/tensao-e-relaxamento.html#ixzz2vlKYyqAE

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terça-feira, 11 de março de 2014

Li hoje no jornal Zero Hora!


 

David Coimbra: "Chora, macaco imundo". Colunista fala sobre racismo no futebol

Li hoje no jornal Zero Hora a coluna de David Coimbra e achei o máximo!Compartilho para ler e refletir!
Machiavel dizia:
“Todos veem o que tu pareces, poucos sentem o que tu és”.
Eu digo:
“Às vezes é bom começar com uma citação. Dá o peso da Verdade ao texto”.
Mas não estou sendo cínico. Acredito na máxima de Machiavel, que, de resto, era homem inteligentíssimo. Você sente o que você é. Você tem, em algum lugar do fundo do peito, uma ideia do que é a sua vida. Você tem a sua própria história incrustada na alma, e você precisa ser coerente com essa história, ou implodirá psicologicamente.
Por exemplo: aquele sujeito musculoso que espanca gays na rua. Ele passa a imagem de que é um machão, e é como todos o veem. Ele também quer acreditar que é assim, foi essa a história que construiu para si mesmo. Mas, nas profundezas do seu ser, ele sente um incompreensível desejo homossexual. E é por isso que ele bate nos gays: para expulsar um desejo que não deve sentir; um desejo que ele, mesmo sentindo, não pode reconhecer que sente. Porque, se reconhecer, estará sabotando a história que escreveu em sua alma e que apresenta com orgulho para os outros. O espancador de gays não chega a ser um gay frustrado, mas é uma pessoa que está sempre na iminência de se tornar incoerente com a sua própria história. Dramático.
Um país também tem uma imagem externa e uma história interna. Para o exterior, o Brasil construiu uma imagem de bonomia, de alegria, de tolerância e de felicidade. Durante muito tempo o brasileiro quis acreditar nisso, mas a história do Brasil teima em desmentir essa crença.
Vou citar um único fato que, como o desejo homossexual recôndito do machão, implode a história o Brasil de dentro para fora: por aqui houve 300 anos de escravidão. Fomos o último país a abolir a escravatura. E no Brasil não houve, como houve nos Estados Unidos, programas de integração dos ex-escravos na sociedade. E no Brasil as chamadas ações afirmativas são tardias, malfeitas e quase inócuas. E no Brasil nunca se produziu um filme como esse ganhador do Oscar que está em cartaz, “12 anos de escravidão”, que é uma exposição honesta e crua da história dos Estados Unidos para o mundo exterior. Este filme é como uma confissão. É como se o espancador de gays um dia admitisse: sim, eu sinto um desejo que não gostaria de sentir.
Os 300 anos de escravidão do Brasil são uma mácula horrenda que o Brasil jamais teve coragem de expor. Uma culpa nunca expiada. E, mais do que mácula e culpa, é um episódio definidor do caráter e da história do brasileiro. Por isso, toda reação a manifestações racistas será bem-vinda no Brasil. Ser chamado de gringo ou de alemão nunca foi pejorativo. Chamar alguém de macaco é ofensa no mundo inteiro, pela conotação histórica que a palavra ganhou. Pelo que o homem branco fez com o homem negro.
Torcedores gremistas juram não estar sendo racistas quando cantam para os colorados “chora, macaco imundo”. Está bem. Vou acreditar que não sejam, sou um crédulo. Mas a palavra é racista. É uma injúria eterna e universal, quando dita para um homem negro. É preciso evoluir até no xingamento. A torcida do Grêmio bem pode encontrar uma forma mais civilizada de agredir o tradicional adversário.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A Escala do Universo

Um excelente e muito instrutivo aplicativo desenvolvido por Carl Huang permite ver detalhes sobre diversos elementos, desde proporções microscópicas até elementos gigantescos.
 Agora com versão em Português, fica fácil para professores de todo Brasil recomendarem o site para seus alunos, além de ser uma ótima maneira de aprender informações aleatórias importantes que ajudam a entender a escala do universo.Para acessar o aplicativo, copie o link abaixo e selecione Português Brasileiro. Pode demorar um pouco para carregar dependendo da velocidade de sua conexão mas pode ter certeza que vale a pena!

 http://htwins.net/scale2/lang.html









Cordas: uma lição de vida !

Fiquei tão maravilhada, emocionada com este curta-metragem de animação que não resisti a ansiedade de publicá-lo. 
Cordas ganhou o Premio Goya em 2014, na categoria de Melhor Curta Metragem de Animação
O enredo gira em torno da história de uma menininha adorável e com um amor imenso pela vida, que vive em um orfanato e que logo cria uma conexão especial com um novo amiguinho de classe que sofre de paralisia cerebral.
Cordas apresenta uma reflexão sobre o amor incondicional e a amizade verdadeira.
A animação de pouco mais de 10 minutos foi enviada ao YouTube sem a autorização de seus criadores e em apenas dois dias alcançou mais de um milhão de visualizações, conquistando os corações de um monte de usuários nas redes sociais, mas sendo deletado.
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

volta às aulas 2014!


O que o Brasil fez para merecer tão afetada torcida do contra? por Washington Araújo

Ingenuidade cai bem em dois tipos de seres humanos – as crianças e os bem-intencionados. Nas crianças porque lhes reforça aquela pureza original, aquela ausência de malícia que lhes é peculiar. Nos bem-intencionados porque estes ainda trazem consigo resquícios de uma infância tardia e, mesmo nos embates e agruras da vida não se deixaram contaminar por interesses escusos e agendas ocultas.
É assim que observo a desfaçatez com que revistas como Veja, carro-chefe da Abril e jornais como Folha de S.Paulo, apenas para citar alguns baluartes de nossa tradicional grande mídia, propagam notícias e rumores dando conta que começam a se organizar as grandes manifestações populares que encherão aos ruas brasileiras em meados de 2014. Tentarão emular as manifestações espontâneas que levaram milhares de brasileiras às ruas de boa parte das metrópoles brasileiras em junho de 2013 e que reivindicavam um mutirão de coisas por fazer, de hábitos políticos a abolir, de prioridades a estabelecer. Dentre o que se ouviu da voz rouca das ruas tínhamos de tudo um pouco – mobilidade urbana a baixo custo em primeiro, o Vasco em segundo, saúde com padrão Fifa em terceiro, educação de qualidade em quarto, além dos costumeiros protestos contra políticos tradicionais de várias cores partidárias.
Repetir junho de 2013 em junho de 2014 somente se for como farsa, grosseira farsa. Isso porque no junho original, a palavra chave era espontaneidade, não era algo orquestrado de cima para baixo e nem sofreu aparelhamento político-partidário. O que se prenuncia como arremedo para 2014 já se insinua com todos os antigos vícios de origem: instrumentalização partidária, escada de certos candidatos para alavancagem de míseros índices em pesquisas eleitorais, ONGs e coisas do tipo desejando se apoderar desde o início de possíveis levantes populares e, como não poderia faltar, criar infraestrutura para praças de guerra em volta dos 12 estádios em que se realizarão os jogos da Copa 2014.
E daí não tarda a existência de uma Central Única de Protestos, responsável por angariar agitadores de bandeiras, baderneiros encapuzados, líderes virtuais a atualizar datas, locais e horários de protestos em 12 capitais onde se realizarão os jogos.
Será de todo lamentável que algum contingente razoável de pessoas embarque nessa canoa furada. As reivindicações não são nem razoáveis e nem plausíveis sob qualquer ângulo que se queira escrutinar.
O que o Brasil ganha ao potencializar o caos por muitos previsto para a Copa? Piorar a imagem do país no exterior. País com péssima imagem é igual a menor fluxo de investimentos financeiros e menor fluxo de trânsito turístico. E quando essas duas pontas são sacrificadas, sacrificadas também são a possibilidades de desenvolvimento econômico e social, subtraem-se aos milhares os postos de trabalho, diminui grandemente a arrecadação de imposto e com esses, se inviabiliza de vez os meios para termos saúde e educação no festejado padrão Fifa.
Quem perde com isso? O país como um todo. Mas principalmente os milhões de brasileiros que em caso de doença são socorridos pelo SUS, os milhões de estudantes que frequentam escolas e universidades públicas, os milhões de assalariados que precisam de transporte público de boa qualidade e assim por diante.
Quem ganha com isso? Os que apostam no agravamento de nossas tradicionais mazelas (saúde, educação, segurança, moradia, mobilidade urbana) que, em um ritmo alucinante ensejaria a necessidade de salvadores da Pátria, aventureiros e oportunistas de todos os coturnos.
Este filme já foi visto por todos os brasileiros com mais 40 anos de idade e o retrocesso do país, tanto no seu desenvolvimento social e econômico quanto no campo da cidadania e dos direitos humanos durou 21 anos, e foi de abril de 1964 a abril de 1985.
A se repetir, somente como farsa, e farsa que continua a ser desmascarada amiúde em dezenas de Comissões da Verdade instaladas em todo o país.
Em sã consciência, pergunto à minha meia dúzia de leitores, quem acredita que ao inviabilizar e condenar a retumbante fracasso a Copa do Mundo de Futebol 2014, a saúde e a educação pública serão regiamente beneficiadas?
Existiria alguma conexão direta, causal, entre o fracasso da Copa 2014 e a melhoria substancial dos sistema de saúde pública? Não, nenhuma. Mas a recíproca é verdadeira: Sim, existe conexão direta entre o sucesso da Copa 2014 e a infraestrutura do país, e a imagem do país. Se não, vejamos:

Estádios - Ao momento, meados de dezembro de 2013, existem 93 obras em andamento ou já concluídas, no valor total de R$ 22,9 bilhões. E não está sendo tudo aplicado na construção, ampliação ou modernização dos estádios de futebol. A verdade é que desse montante, os estádios receberão, ao todo, R$ 8 bilhões em investimentos, sendo R$ 3,88 bilhões de financiamento do ProCopa Arenas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O desembolso – parcial ou total – já foi realizado para dez obras. Ainda não houve desembolso para a Arena Corinthians, em São Paulo. O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha não solicitou recursos do BNDES.
E é óbvio que a existência de tão modernos e sofisticados estádios, atendendo aos mais elevados padrões internacionais para esse tipo de obra, será legado permanente da Copa 2014. Outro ganho adicional diz respeito à elevação da autoestima dos brasileiros, e não apenas de uma ou outra região do país, mas antes, de brasileiros espalhados por todas as regiões do país.

Mobilidade Urbana - Bandeira-estopim dos protestos de junho de 2013, ao momento o Brasil tem nada menos de 45 obras concluídas ou em fase de execução na área de mobilidade urbana nas 12 cidades-sede dos jogos da Copa. São dez obras de Bus Rapid Transit (BRT), dois Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), 17 corredores e vias, 16 estações terminais, Centrais de Controle de Tráfego (CCTs) e obras em entorno de arenas. Os investimentos nesse gargalo de nossa vida urbana ultrapassam a marca dos R$ 8,02 bilhões, sendo R$ 4,38 bilhões de financiamento federal. Os empreendimentos ainda em obras têm conclusão prevista para o período entre dezembro de 2013 e maio de 2014.
Somente no item “Aeroportos”, são quase 30 obras – 10 já concluídas. Incluem obras de reforma, ampliação e construção de terminais de passageiros, de módulos operacionais e de pistas e pátios de aeronaves, além de uma nova torre de controle no terminal de Salvador. As outras 20, nas cidades-sedes do jogos, devem ser entregues à população até maio de 2014. O valor destinado a melhorias da infraestrutura aeroportuária está estimado em R$ 6,28 bilhões, sendo R$ 3,62 bilhões de investimentos privados, por meio das concessões dos aeroportos de Brasília, São Gonçalo do Amarante (RN), Guarulhos (SP) e Campinas (SP). É pouco?
No item “Portos”, temos seis projetos onde serão alocados R$ 587,3 milhões. Um deles encontra-se concluído – o porto do Recife. As obras no Porto de Salvador e o alinhamento de cais do Porto de Santos devem terminar até fevereiro de 2014 e as intervenções no Porto de Natal serão concluídas até março. As obras nos portos de Manaus e Fortaleza têm previsão de entrega para maio de 2014. O país terá preços mais competitivos para escoar suas exportações. Não se trata de “obras emergenciais”.
Ao contrário, são obras permanentes, perenes. E terão a Copa 2014 apenas como seu ponto inicial de partida para um novo salto de desenvolvimento. Nenhum aeroporto ou porto deixará de existir após a partida final da Copa no novíssimo Maracanã.
Alguém em sã consciência, novamente, poderia antever esses vultosos investimentos, tanto públicos quanto privados, em ao menos 12 capitais brasileiras, caso o Brasil não tivesse sido escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014? Não, ninguém, em sã consciência, repita-se.
Não precisa ser ufanista para encher os olhos. Basta, apenas, ser bom observador.

Turismo e Hotelaria - No ranking geral do turismo mundial de 2013, o Brasil  amarga uma 51ª posição entre 140 países, tendo subido uma colocação em relação ao ano passado. Entre os países das Américas, o país ficou em sétimo lugar, ficando atrás de Estados Unidos, Canadá, Barbados, Panamá, México e Costa Rica. Nem precisamos nos referir a Roma, Paris ou Londres. Com esses no páreo nós, historicamente, perdemos e feio. Mas é intrigante um país como o Brasil – tão multifacetado culturalmente, com clima aprazível, praias, selvas e topografia mais que privilegiadas, povo festeiro e hospitaleiro – consiga estar atrás na opção de turistas de países como Estados Unidos, México, Canadá e ainda os minúsculos Barbados, Panamá, e Costa Rica!
Um dos mais festejados atrativos para quem busca sediar evento como Copa de Futebol e/ou Jogos Olímpicos são que estes oferecem oportunidades para superar o déficit de infraestrutura, além de um vitrine planetária para o país-sede. E o Brasil conseguiu emplacar nada menos que os dois – Copa de futebol em 2014 e Olímpiadas em 2016.
Mas, é fato consumado que para a Copa 2014, o tema turismo escalou algumas posições rumo ao topo nas agendas dos governos. Já foram destinados R$ 196 milhões para implantação ou complementação de sinalização e obras de acessibilidade nos atrativos turísticos nas 12 cidades-sede para a construção.
O setor hoteleiro está recebendo R$ 1,03 bilhão em investimentos, por meio da linha de financiamento ProCopa Turismo do BNDES. Dos 16 empreendimentos beneficiados, cinco hotéis foram inaugurados, dois foram reformados e nove estão em obras. As intervenções estão localizadas em seis cidade-sede e redondezas. O objetivo não deixa de ser ambicioso: aumentar em 15% a oferta de leitos até 2014.
Alguns dos gargalos que impedem o Brasil de fazer deslanchar sua indústria de viagem e turismo é a rede de transporte terrestre brasileira que segundo especialistas deixa muito a desejar com a estradas, portos e ferrovias exigindo melhorias para se manter em dia com os desenvolvimentos econômicos do país. E é verdade.
Não seria razoável esperar que em menos de 10 anos um país do tamanho e importância do Brasil pudesse soterrar cinco séculos de quase contínuo descaso administrativo. Não, tudo não será resolvido a toque de caixa e nem na pontualidade dos trens ingleses e alemães. Há que se mudar a mentalidade de nossos governantes e também de nossa sociedade como um todo. E para isso seria necessário se reinventar, se redescobrir o Brasil, o que não é, absolutamente, o caso.

Telecomunicações - Este é um outro campo que o país tem avançado e avançou exatamente devido à urgência de preparar o país para a Copa. Até março de 2014, a Telecomunicações Brasileiras S. A. (Telebras) pretende entregar toda a rede de fibra óptica nas 12 sedes. Entre as cidades que receberam a Copa das Confederações, três estão com as redes concluídas para a Copa e outras três passam por obras adicionais visando ao Mundial. O investimento total é de R$ 233 milhões, e dotará o País de uma rede de telecomunicações mais eficiente.
Por outro lado, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) acelera investimentos no setor. Serão R$ 171 milhões em 46 projetos englobando fiscalização, monitoramento e gestão do espectro, suporte à mobilidade dos agentes e segurança de infraestruturas críticas.
Não consigo imaginar investimentos dessa monta no Brasil na área de telecomunicações caso não tivéssemos conquistado o direito de sediar a Copa em junho-julho de 2014!
Agora, as perguntas que não querem calar:
Que bandeiras deverão carregar os incautos que venham a participar de protestos contra a Copa em junho próximo?
A quem pode interessar o fracasso dessa próxima Copa no Brasil?
O que o Brasil fez para essa gente que mereça tão ruidosa torcida do contra?

Por Washington Araújo, acessado em 26 de fevereiro de 2014 em http://www.cidadaodomundo.org/2013/12/o-que-o-brasil-fez-para-merecer-tao-afetada-torcida-do-contra/

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Bonecas Abayomi








Esta oficina foi realizada no sábado letivo de minha escola. Confecção pela comunidade escolar de Bonecas Abayomi!
Quem a realiza há três anos sou eu e a professora Lenise: Laboratório de Aprendizagem ( L.A.) e Sala  de Integração e Recursos (S.I.R.)!



Foto na Lata: pinhole



A técnica pinhole consiste na utilização de câmeras sem lentes que, pelo princípio da câmara escura, possibilitam a obtenção de imagens de uma maneira bastante simplificada. A técnica, traduzida para o português como buraco de alfinete, permite que se construa, a partir de qualquer recipiente vedado da entrada da luz, uma câmera fotográfica, regulando a passagem dessa luz através de um pequeno orifício feito com uma agulha. A imagem exterior ao recipiente será projetada no seu interior de cabeça para baixo e invertida horizontalmente (direita – esquerda). Esse é o princípio ótico fundamental de todas as câmeras fotográficas. 

Esta foto foi tirada pelo colega Rafael professor de Arte-Educação da escola. Ele fez este trabalho com turmas que atende  e esta foto comigo foi ele que fez!


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